Se chegou até aqui navegando na internet deixe-nos dizer-lhe que perdeu o mais importante.
Este é o último capítulo de um livro chamado “Marketing Pessoal. És um produto de sucesso?”, o 11º capítulo. Não deve perder o mais importante do livro, os 10 capítulos anteriores.
Se, pelo contrário, terminou a leitura do seu livro e aceitou o nosso desafio de vir até aqui, seja bem-vindo.
Decidimos trazer esta temática para um website por ser um capítulo que fala do fenómeno das redes sociais, e da forma como podemos “vender a nossa marca na rede”. Lembre-se que para os autores do Marketing Pessoal “vender a nossa marca” é a última fase de todo o processo.
Desejamos-lhe uma boa leitura!
Nota: Caso queira partilhar connosco a sua opinião sobre o projecto pode fazê-lo seleccionando a opção “contacte-nos” na homepage.
A tecnologia evoluiu
O avanço da micro-electrónica tem permitido o aumento da velocidade de processamento de dados e de armazenamento de informação em computadores cada vez mais pequenos. Hoje conseguimos estar ligados ao mundo através de um pequeno telemóvel, aceder às redes sociais, fazer geo-localização dos nossos contactos e actualizarmos informação a nosso respeito em tempo real. Veja este exemplo de um serviço disponibilizado pela Vodafone recentemente.
Com este exemplo é fácil percebermos a importância que a tecnologia trouxe às nossas vidas. Devemos olhar para este novo mundo como uma grande oportunidade de comunicarmos o nosso desenvolvimento, gerirmos a nossa rede de relacionamentos e mostrar os nossos progressos.
Desta visibilidade podem resultar novas ligações e contactos que à partida não estariam previstos. A internet deixou de ser apenas um local para depositar conteúdos estáticos ou um local para conversar em salas de chat, é agora uma comunidade dinâmica e interactiva que nos permite interagir com o mundo. Veja-se o exemplo e sucesso das redes sociais!
O modelo actual de redes sociais caracteriza-se pela utilização de um elevado número de aplicações e recursos técnicos. A nossa página ou perfil é apenas uma das partes integrantes do todo. Além dos perfis, encontramos nos sites de rede sociais aplicações para comentários e mensagens privadas, partilha de fotografias e vídeo, blogs, mensagens instantâneas, jogos online, etc.Mas nem tudo no mundo digital e nas redes sociais são oportunidades, devemos observar regras básicas de comportamento online e estar atento a possíveis ameaças como veremos a seguir.
Apresentação à Rede
O primeiro passo para nos apresentarmos à rede passa por criarmos o nosso perfil num, ou vários, sites de redes sociais. Os perfis são páginas onde colocamos a informação relativa à nossa pessoa.
De uma maneira geral a criação do perfil começa pelo preenchimento de um questionário a um conjunto de questões que ajudam à nossa definição enquanto indivíduos na comunidade. Usualmente as questões incluem descrições, tais como: da nossa idade, da nossa localização, dos nossos interesses e de uma zona tradicionalmente chamada de "about me" que se destina a descrevermo-nos. A maioria destes sites contempla o upload de uma ou várias fotos do perfil. Outros possibilitam que os utilizadores enriqueçam o seu perfil, adicionando conteúdos multimédia.
As Regras
Tal como em qualquer outra comunidade, a interacção entre os membros dos sites de redes sociais obedece a regras de conduta. Essas regras têm o intuito de potenciar o diálogo entre os membros e protegê-los de ofensas na sua comunicação. Não existe propriamente um código oficial ou um cardápio de regras estabelecido, estas são apresentadas e compreendidas com normal o uso da internet por parte do utilizador, alguns chamam-lhe a netiqueta. Sempre que alguém negligencia a netiqueta (ou etiqueta da internet) os outros utilizadores encarregam-se de censurar o procedimento. Nos casos de comportamentos considerados graves (p.ex: ofensas ou palavrões) o autor desses comportamentos pode ser excluído da rede por um administrador do sistema.
Segundo a autora Lea Waidergorn Storch a regra básica é lembrarmo-nos que existem pessoas com sentimentos e emoções por detrás do texto que lemos. Mas para além desta regra básica, a autora enuncia muitas outras com as quais estamos 100% de acordo:
- Antes de nos iniciarmos numa comunidade deveremos estudar como é que os outros membros se comportam e de que forma se processa o fluxo de informação,
- Nos primeiros tempos de convívio em comunidade devemos ler mais e escrever menos,
- Não são bem aceites os membros que utilizam os espaços de diálogo para fazer publicidade a produtos ou serviços,
- Comentários despropositados devem ser evitados,- Devem evitar-se as maiúsculas visto que significam que o utilizador está a gritar,
- Nos contactos que forem estabelecidos com os membros devemos cumprimentá-los, e despedirmo-nos antes de sair,
- Devem evitar-se termos grosseiros ou preconceituosos,
- As mensagens repetidas criam ruído e confusão a quem interage connosco.
Como facilmente constatamos, as regras que se observam nos sites de redes sociais em nada diferem das regras que devemos utilizar nas nossas vidas e nas comunidades não virtuais a que pertencemos. Contudo, o nosso comportamento no mundo virtual tende a ser diferente do nosso mundo real. A sensação de impunidade e aparente anonimato trazido por estes sites faz com que alguns não se comportem de igual forma nos seus mundos online e offline. Como veremos seguidamente em Ameaças, há que ter em atenção que o nosso mundo online é uma continuação do offline, e não um mundo à parte.
Ameaças
A utilização de sites de redes sociais criando perfis online pode também trazer ameaças e problemas aos seus utilizadores.
Os mais frequentes poderão ser o “roubo” de identidade, com a utilização das fotos colocadas pelos membros nos seus perfis, invasão de privacidade, tendo em conta que existe uma exposição pública ou até crimes relacionados com o chamado cibersexo. A maior parte destes problemas deriva dos perfis que os utilizadores criam, sem qualquer cuidado quanto à privacidade mas também por excesso de informações pessoais que os membros colocam neles.
Segundo o autor Danah Boyd, muitos destes problemas surgem pela própria natureza do perfil online, dada a incapacidade que temos em verificar a autenticidade das informações contidas num qualquer perfil, num qualquer site de rede sociais. Começa, no entanto, a ser difícil manter 100% fictícios nas redes sociais. A rede de amigos/contactos que cada perfil tem acaba por ser encarada como um indicador de fiabilidade do próprio perfil. Este aspecto pode ajudar a prevenir para o futuro situações de roubo de identidade.
Outro cuidado a ter prende-se com empresas que utilizam os dados recolhidos nestas comunidades para construir bases de dados, recolhendo muitíssimos elementos dos seus membros, incluindo preferências, gostos e até hábitos de consumo.
Por estas razões os utilizadores devem perceber que a identidade que criam virtualmente é uma extensão das suas vidas off-line. Devem preservar aspectos íntimos na vida digital tal como fazem na vida real. Não pretendemos sugerir que as pessoas se devem “blindar” no mundo virtual, apenas que tenham a consciência que a informação que publicam nos seus perfis pode vir a ser mal utilizada por outros, se não tiverem os devidos cuidados na parametrização da sua privacidade virtual.
Obrigado pela sua visita, esperamos encontrá-lo por aqui mais vezes!
os autores
